ADOLFO CASAIS MONTEIRO
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ADOLFO CASAIS MONTEIRO

(1908-1972) Adolfo Victor Casais Monteiro nasceu na cidade do Porto a 4 de julho de 1908, tendo recebido uma educação liberal, típica da burguesia portuense. Já no meio universitário, influenciado por Leonardo Coimbra, Casais Monteiro publicou, ainda durante a sua licenciatura, o livro de poesia Confusão (1929). Nesse ano, assumiu um cargo na direção da revista A Águia. Em 1931, Casais Monteiro foi recebido na direção da revista coimbrã Presença, que coordenou, ao lado de Gaspar Simões e José Régio, até 1940. Estas revistas ajudaram na divulgação de artistas europeus até à data desconhecidos pelos...
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ALBERTO PIMENTA

(1937- ) Mais do que um poeta português, Alberto Pimenta é, desde cedo, um poeta da Europa. É ainda um poeta cujo conhecimento linguístico, cultural e até mitológico do continente no seu todo e de alguns dos seus países singularmente lhe permite adotar um posicionamento poético-político não só questionador, quanto antecipador dos destinos europeus. Se durante muitos anos este poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta, performer, figura televisiva de “Arte de ser Português” esteve votado à marginalidade, a tendência tem sido – embora sem acomodação do autor – para um crescente interesse na leitura e estudo da...
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ANTÓNIO ARAGÃO

(1921-2008) António Aragão, poeta de ofício múltiplo e um dos principais nomes da Poesia Experimental Portuguesa (PO.EX), nasceu a 22 de setembro de 1921, na freguesia de São Vicente, na Ilha da Madeira. Desde cedo, reconheceu na Europa não apenas um veículo para a descoberta de novos conhecimentos, mas também um espaço que lhe permitiria exercer a liberdade que não podia alcançar num Portugal sufocado pelo contexto ditatorial do Estado Novo: “E depois esse convívio lá, em liberdade, essa maneira de exprimir-me agora em… pela palavra foi para mim salutar. Foi para mim bom. (…)...
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CARLOS DE OLIVEIRA

(1921-1981) Filho de uma luso-brasileira e de um emigrante português, o escritor Carlos de Oliveira nasce em Belém do Pará, na Amazônia brasileira, mas, pouco após completar os dois anos de idade, muda-se com a família para Cantanhede, na região da Gândara, em Portugal. Essa espécie de dupla origem é um interessante ponto de partida para se pensar a presença da Europa na poesia de Carlos de Oliveira. A paisagem, a geografia e os habitantes da Gândara portuguesa, onde Oliveira vive até se mudar para Coimbra, em 1933, são fundamentais para a sua obra e...
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CARLOS EURICO DA COSTA

(1928-1998) Carlos Eurico da Costa nasceu em Viana do Castelo, em 1928, e morreu em Lisboa, em 1998, onde passou a maior parte da sua vida. Integrou o Grupo Surrealista Dissidente entre 1949 e 1952, período no qual a sua produção artística foi mais abundante, e assinou alguns textos e manifestos coletivos do movimento. Participou na primeira Exposição dos Surrealistas, em 1949, junto de nomes como Mário Cesariny, Henrique Risques Pereira, Artur do Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, Fernando José Francisco, António Maria Lisboa, Fernando Alves dos Santos ou Mário-Henrique Leiria, e deste período ficaram célebres...
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ERNESTO GUERRA DA CAL

(1911-1994) Ernesto Guerra da Cal foi o vulto galego mais importante da segunda metade do século XX, a nível internacional. Licenciou-se em Filosofia e Letras e exerceu a actividade de professor nos Estados Unidos de América. Para além de poeta e ensaista, foi ainda colaborador em trabalhos de investigação para universidades de Portugal e do Brasil, países aonde se deslocou para proferir diversas conferências e seminários. Foi um dos mais reconhecidos especialistas em Eça de Queirós, autor sobre quem versou a sua tese de doutoramento, a primeira tese sobre literatura portuguesa nos EUA. Participou na...
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FERNANDO LEMOS

(1926 – 2019) José Fernandes de Lemos nasceu em Lisboa, a 3 de maio de 1926, e morreu a 17 de dezembro de 2019, em São Paulo. Até 1953, ano em que partiu definitivamente para o Brasil com o objetivo de escapar à repressão da ditadura portuguesa, Fernando Lemos integrou o movimento surrealista, participando (em conjunto com Marcelino Vespeira e Fernando de Azevedo) na exposição da Casa Jalco em 1952. Esta exposição lisboeta foi considerada um escândalo, como atestam os vários jornais da época (veja-se, por exemplo, o artigo “Pequeno escândalo no Chiado…” publicado no...
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FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO

(1938 – 2007) Fiama Hasse Pais Brandão nasceu em Lisboa em 1938 e faleceu, na mesma cidade, em 2007. A infância da poetisa foi passada numa quinta em Carcavelos, o que justifica a significativa presença de elementos bucólicos na sua obra, particularmente duma mundividência aquática inspirada no Tejo. Assim, Fiama representa Portugal através de um processo metonímico, encetando uma reflexão sobre o destino humano. Daqui decorre a oposição entre a memória do passado e a contemporaneidade, conforme sugerem os versos “Há rios de abas perversas como o Tejo, de barcos com destino (…) / O...
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FILIPA LEAL

(1979-) Em 2008, Filipa Leal escreve, no livro O Problema de Ser Norte, “Trazia a consciência de ser europeia (…) e de não querer escrever sobre esse assunto” (31), contudo, quatro anos depois, participa no Festival de Poesia de Berlim, colaborando com vinte e oito outros jovens autores europeus num poema em cadeia sobre a ideia de Europa e o seu futuro. Assim, em 2012, Filipa Leal descreve uma Europa cética, desconfiada, amarga, pouco inclusiva, desconectada das necessidades dos seus «filhos». Uma Europa que, segundo a autora, responde à pobreza, à devastação e à aridez...
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GOLGONA ANGHEL

(1979 – )  A Europa de Golgona Anghel esquiva-se a uma identificação imediata: o lexema está praticamente ausente dos seus quatro livros de poesia publicados. No entanto, a Europa entrevê-se a cada imagem que desponta nos seus poemas, a cada vivência que transparece nas vozes por trás dos seus versos, a cada grande espaço comercial referido, a cada alusão aos ditames do mercado único tão europeiamente construído. Nota-se, assim, uma filiação à cultura europeia, que surge na poesia de Golgona Anghel como exercendo uma influência determinante, capaz de condicionadar atos, pensamentos e expectativas, e manifestando-se...
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